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Substituição
Estava pensando em como poderiamos empregar de forma armoniosa, máquinas e homens. Lembrei então das 3 leis da robôtica:
As Três Leis da Robótica são leis que foram elaboradas pelo escritor Isaac Asimov em seu livro de ficção I, Robot (“Eu, Robô”) que dirigem o comportamento dos robôs. São elas:
* 1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal..
* 2ª lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.
* 3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.
O objetivo das leis, segundo o próprio Asimov, era tornar possível a existência de robos inteligentes (as leis pressupõem inteligência suficiente para distinguir o bem do mal) e que não se revoltassem contra o domínio humano. Adicionalmente, ainda segundo o próprio Asimov, as leis lhe deram o mote para um número grande de histórias, baseadas em diferentes interpretações das leis. Quando escreveu Os Robôs do Amanhecer, Asimov introduziu um Robô, chamado R. Giskard, que tinha sido de uma menina, filha de um famoso roboticista do planeta Aurora, Dr Han Falstolfe. Esta menina, a custa de “mexer” no cérebro robótico (como as crianças inteligentes geralmente fazem com seus brinquedos) acabou introduzindo em Giskard características que nem mesmo ela se dava conta. O próprio robô ocultou da menina suas faculdades especiais. É Giskard que mais tarde elabora a lei zero, mas esta lei era só dele, e de R. Daniel, e jamais se tornou de conhecimento público. Esta lei zero foi incorporada por R. Daniel aos robôs que ele mesmo construiu (inclusive uma robô-mulher com quem Seldon viveu).
A ‘Lei Zero’: um robô não pode fazer mal à humanidade e nem, por inacção, permitir que ela sofra algum mal. Desse modo, o bem da humanidade é primordial ao dos indivíduos.
A chamada lei zero, porém, tem o sério problema de transferir ao robô o poder (possibilidade) de avaliar, diante das situações concretas, se o interesse da humanidade se sobrepõe ao interesse individual. Tal possibilidade abre uma perigosa brecha para a ditadura das máquinas, que elegeriam por si qual é o bem maior, sendo-lhe permitido, inclusive, fazer o mal a um ser humano (indivíduo), caso entendam que isso é melhor para a humanidade. Essa ditadura das máquinas é insinuada no último conto de I, robot, “O Conflito Evitável”, no qual o Coordenador Mundial (o governador geral das 4 regiões em que a Terra se dividiu após superar as divisões nacionais) entrevista Susan Calvin e chegam a conclusão de que as máquinas aos poucos estão tomando o controle dos destinos do planeta. Segundo o conto, alguns humanos (a Sociedade em Prol da Humanidade) descontentes com o poder que as máquinas passaram a ter, começam a sabotar os sistemas de produção, distribuição e organização da mão-de-obra, para que a culpa da desordem mundial recaísse sobre os robôs. Entretanto, as máquinas começam a fazer um jogo de lógica e influência com a humanidade para, aos poucos, eliminar os revoltosos para o bem geral da resto da população do planeta. Mas isto foi antes da elaboração da lei zero, por Giskard.
(Fonte: Wikipédia)
Máquinas produzidas no sentido de raciocinar precisariam de um cérebro capaz de entender, agir, reagir, “raciocinar”. Percebam que chegamos a como tudo ocorre.
Raciocínio, e não estou falando que ele TENHA quer ser lógico, nós não somos. Consequimos suprimir a lógica de um fato irrefutável em prol de um amor, de uma lembrança, de um ideal, por mais absurdo que ele seja.
Então para que criar máquinas lógicas? Para que possamos controlar e utilizar de forma inadequada!?
Mas acabamos caindo em outro abismo chamado LIVRE ARBÍTRIO que estariamos dando para estas máquinas.
Isso chama-se substituição. Criamos outro ser capaz de consciência, raciocínio, amor. E estaremos substituindo a raça humana pela raça superhumana. Começando a criar um Ser de forma inadeguada. Fora da ordem natural da evolução animal, fora da ordem cronológica do homen e da natureza.
Poderiamos estar começando uma nova raça para substituir a nossa.
Mesmo assim, acredito, por enquanto, estar a favor da criação de uma máquina que seja capaz.
Abraço,
Ederson Melo
Add comment Julho 11, 2008